Ilhas Salomão

Estamos sumidos, nós sabemos. Muito trabalho, muitas coisas para fazer, pouco tempo livre para cozinhar. Mas voltamos! Não sabemos qual vai ser a frequência de posts, porém, garantimos que o projeto jamais será abandonado.

Para a retomada da vez, mais um arquipélago do pacífico: as maravilhosas Ilhas Salomão!

O país:

Seu nome vem do rei bíblico Salomão, aquele mesmo da clavícula e que teoricamente era um bruxo muito poderoso. Álvaro de Mendaña, navegador espanhol, foi o primeiro cidadão ocidental a avistar essas terras, lá em 1568. O detalhe é que ele estava voltando do país que será o tema do nosso próximo post.

O povo que vivia por lá tinha hábitos muito peculiares aos nossos olhos, como canibalismo e preservação das cabeças dos inimigos mortos. Foi só no final do século XIX que as Ilhas Salomão passaram a ser mais visitadas e foram declaradas um protetorado do Reino Unido.

Parte importante da segunda guerra mundial aconteceu por lá, com diversas batalhas entre os aliados e o exército japonês. Por muitos anos, as ilhas devastadas foram abandonadas e uma grande pobreza tomou conta do local, junto com disputas étnicas graves. Em 1978, a independência veio.

Hoje, ainda é um país com IDH baixo e que sobrevive principalmente da pesca. Seus habitantes mantem muitos dos costumes dos ancestrais e não existe tanta influência ocidental. Porém, a seleção de futsal já se classificou para a Copa do Mundo, e tem o recorde de pior derrota da história da competição: 31 a 2, para a Rússia.

Quer ir jogar futsal nas Ilhas Salomão? Até existem vôos entre São Paulo e a capital Honiara! Infelizmente, eles saem pela bagatela de 33 mil reais.

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O prato:

A culinária das Ilhas Salomão é afetada tanto pelo isolamento geográfico do local – ou seja, depende da pesca e de animais e vegetais que existem por lá – como pelas influências externas que chegaram com o tempo, aos poucos – principalmente, espanholas e inglesas.

São usados vegetais exóticos que não se pode encontrar por aqui. Isso dificultou bastante a escolha de um prato, já que ou não teríamos partes fundamentais, ou seria muito próximo do que costumamos degustar.

Após alguma pesquisa pela internet, chegamos ao kibbeh. Pelo nome, vocês já percebem que é parecido com o quibe tradicional do oriente médio e que comemos bastante por aqui. Bom, é parecido, mas é diferente. Nesse, como vocês verão, vão muitos ingredientes diferenciados. E, sinceramente, parecia muito bom.

Decisão tomada: nosso prato salomônico seria o kibbeh.

Os ingredientes:

Crosta:

1 xícara de trigo para quibe
1 colher de sal
2 colheres de azeite de oliva
1 colher de cominho em pó
3/4 de xícara de farinha de trigo

Para o recheio:

680g de carne moída
1 cebola grande moída
1 colher de pasta de tamarindo
1 colher de pimenta dioica
1/4 de xícara de suco de limão
1 xícara de nozes em pedaços pequenos
1/2 xícara de pinhão em pedaços pequenos
1 colher de açúcar
1 xícara de sementes de romã

Sim, vai dar trabalho achar todos esses ingredientes. Começando pelo fácil: trigo para quibe existe em qualquer mercado e é barato. Pimenta dioica (também conhecida como pimenta jamaica) pode ser encontrada entre especiarias e também não vai custar muito caro.

Nozes e pinhão dependem da época do ano. Podem ser eventualmente muito caros ou, no caso do segundo, difícil de achar. Isso é ainda amplificado no caso da romã, que também vai causar uma odisseia para ser encontrada fora de sua temporada. E a pasta de tamarindo… bom, nós falhamos nessa e ficamos sem um ingrediente. Mas, se você morar em uma cidade maior que Jundiaí, talvez tenha mais chances.

Resumindo: é um prato não muito barato de ser feito e que vai te fazer sair para procurar ingredientes. Será que nos arrependemos de fazê-lo? Descubra abaixo!

Modo de preparo:

Coloque o trigo para quibe em uma vasilha grande, despeje uma xícara de água e deixe de lado por cinco minutos. Seque bem os grãos e adicione outra xícara de água, sal, azeite, cominho e farinha. Misture muito bem, cubra e reserve mais uma vez. Uma grande mágica vai acontecer com essa massinha aparentemente inofensiva.

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Em uma frigideira, frite a carne por cerca de dez minutos em fogo médio. A ideia é que ela fique marrom. Então, adicione a cebola e deixe até ela atingir aquele super tradicional aspecto de cebola saborosa e não queimada.

Se você milagrosamente conseguiu a pasta de tamarindo, dissolva em água quente e adicione à panela. Depois, será a vez de jogar a pimenta dioica, o suco de limão, as nozes, o pinhão, o açúcar e as sementes de romã. Mexa ocasionalmente. Depois que tudo estiver misturado, cerca de três minutos devem ser o suficiente.

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Deixe esfriar. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 400 graus.

Em uma forma untada, espalhe a crosta. Pressione bastante no fundo e nos lados, para que fique firme – cuidado com o tamanho da forma! Nós pegamos uma muito grande e um pouco da parte de cima do kibbeh acabou ficando sem cobertura. Triste, sim. Amador, também.

Com a massa espalhada no fundo e nas laterais, despeje todo o recheio. Aí é só cobrir também com o que sobrou da massa – se você não cometeu o mesmo erro que a gente. Deve ficar bonito. 35 a 40 minutos no forno fazem o serviço, mas fique de olho porque isso não é uma regra: o ideal é que o seu kibbeh esteja algo entre dourado e marrom em algum momento.

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Aí, é só saborear. Ah, a língua oficial das Ilhas Salomão é inglês, mas só 2% da população domina o idioma. A maior parte fala pijin. Só que não encontramos nenhum indício na internet de como dizer bom apetite nessa língua, só Mi or Me dae, go long namba nin. O que isso significa? “Estou lesionado, preciso ir para o hospital”. Esperamos que não aconteça com vocês após comerem o kibbeh.

As avaliações:

Por Carlos: O sabor do kibbeh é excelente. Sério, talvez seja um dos pratos mais gostosos do blog até aqui. Só que existiu um problema grave: as fucking sementes de romã. Mastigá-las era uma tormenta, e diminuiu um pouco a experiência de apreciar a qualidade da comida. Ainda bem que ninguém quebrou o dente, ou poderíamos ter que dizer Mi or Me dae, go long namba nin. Nota 8.

Por Gabi: Pra quem gosta de quibe e de temperos diferenciados, essa receita é praticamente o casamento perfeito entre estas coisas. Foi como comer um de meus pratos favoritos sob uma perspectiva de sabor totalmente diferente – e, diga-se de passagem, excelente. Uma alternativa para as (duras) sementes de romã seria talvez usar a fruta em forma de suco, preservando o sabor original. Nota 9.

No próximo post, o país que Alvaro de Mendaña deixou antes de ir para as Ilhas Salomão. Dica: fica na América do Sul.

Letônia

Vamos contar um segredo pra vocês sobre a origem desse blog: tudo começou quando estávamos pesquisando países para viajar e descobrimos a Letônia como possível destino – sim, gostamos de lugares baratos no leste europeu. Decidimos olhar os pratos típicos de lá e descobrimos uma “sopa de cerveja com leite”. Pensamos em fazer, mas achamos que não parece muito bom. Só que isso deu vontade de preparar alguma outra comida desse fascinante país.

Aí fizemos. Tempos depois, começamos a fazer outros. E aí surgiu esse blog.

Como não tínhamos fotos do nosso prato letão, o país voltou para o nosso bingo. Um dia, foi sorteado. Obviamente, fizemos a mesma comida. Ou seja, esse é um post já com experiência prévia!

O país:

Apesar de estar ali na Europa, a região onde hoje é a Letônia teve apenas seus povos pagãos – conhecidos como livonianos – habitando-a até o século XII. Foi aí que as cruzadas começaram a chegar aos bálcãs e promover o tradicional genocídio.

Até o século XVI, a região foi conhecida como Terra Mariana, um estado cruzado. Muitas guerras começaram a acontecer a partir daí, com o domínio passando de mão e mão até chegar ao Império Russo em 1710 com o lugar sendo um ducado autônomo, que deveria ser submisso, mas poderia ter suas próprias leis.

A Letônia declarou sua independência em 1918 e permaneceu como um estado soberano até a segunda guerra mundial, quando invasões tanto da Alemanha, como da União Soviética dizimaram a paz local. Com o fim do belicismo, o país foi novamente incorporado sob domínio russo, do qual só se libertou em 1990.

É um país gelado, desenvolvido e com uma grande efervescência cultural. E barato. Hostels por lá custam muito pouco. Apesar disso, nossa visita ainda não chegou, para nossa grande tristeza. Se vocês, caros leitores, também quiserem ir, uma passagem de ida e volta para a capital Riga sai por cerca de 2132 reais.

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O prato:

Lembram quando nossos pratos eram acompanhados com poeminhas sobre eles? Temos novamente!

Nossa primeira experiência com a culinária mundial foi com Piragis. Escolhendo as receitas que pareciam mais gostosas que sopa de cerveja com leite, chegamos a esses maravilhosos rolinhos de presunto e bacon. Presunto! Bacon! Em uma massa! Como resistir?

Os piragis normalmente são feitos na Letônia em duas datas: no solstício de verão, conhecido como Jâni, e no natal. Deixamos vocês com essa canção do folclore local:

Ziemassvētki sabraukuši
Rakstītām kamanām
Pīrāgam nabagam
Abi gali apdeguši

Traduzido do letão:

O natal chegou
Em um trenó decorado
Oh, esses pobres piragis
Estão queimados dos dois lados

Os Ingredientes:

Massa:

1/2 xícara de água quente
1 colher de açúcar
2 colheres de fermento
2 xícaras de leite
1/2 xícara de óleo
1 colheres de sal
2 gemas de ovo
1/2 xícara de manteiga
2 colheres de sour cream
6 xícaras de farinha de trigo
1 ovo batido

Recheio:

600g de bacon
200g de presunto
1 cebola bem picada
Sal e pimenta a gosto

Nada que seja muito complicado ou caro nessa receita. Dependendo de onde você mora, podem existir problemas com o sour cream – mas você pode trocar por iogurte e ter o mesmo efeito.

Modo de preparo:

Uma receita que começa com “fritar bacon” não pode ser ruim. Pois bem, é exatamente o caso. E junto com presunto e cebola. Quando acabar, seque e deixe de lado esfriando.

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Em uma caneca, esquente água com açúcar, em outra, leite. Jogue uma das colheres de fermento na primeira. Depois, misture tudo e adicione a manteiga. Deixe ficar morno.

Atingiu a mornidão (que palavra engraçada)? Então é hora de juntar 3 1/2 xícaras de farinha, o sour cream/iogurte, a outra colher de fermento e as gemas de ovo. Misture tudo muito bem. Bata. Comece a bater e só parece quando reparar que a massa já está lisa e brilhante. E, claro, com cara de massa.

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Cubra e deixe descansar por uma hora. Nesse período, o fermento fará a mágica dele.

Adicione as outras duas xícaras e meia e mexa até sentir que a massa está elástica o bastante. Sucesso? Acha que já pode abri-la e fazer coisas divertidas? Não. Pode voltar para o sofá, jogar candy crush, assistir série ou dormir por mais 45 minutos. Só aí é que vem a parte mais legal. Ah, e coloque o forno para pré-aquecer a 400 graus.

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Passado mais um episódio da sua série favorita do momento, pegue aquele utensílio de cozinha excepcional, o rolo de macarrão. Você vai abrir a massa. O ideal é que ela fique com 1/4 de polegada de largura. Daí, você vai tirar os pedaços para fazer os rolinhos. Nós usamos um copo largo como molde. Funciona.

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Tire os círculos, pegue uma colher, encha de recheio, dobre e feche. Os da Gabi eram bonitos, os dos Carlos eram muito feios. Talentos manuais, pessoal.

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Pincele gema de ovo na parte de cima deles (só na de cima! nós fomos burros, passamos em tudo e eles grudaram no baking paper) e leve ao forno. A receita original dizia 10 minutos, mas demorou bem mais que isso. A hora de tirar é quando estiverem douradinhos.

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Laba apetīte!

As avaliações:

Por Carlos: É uma massa! Com bacon! Com presunto! Sério, isso não podia dar errado. E não deu em nenhuma das duas vezes que fizemos. O sabor é excepcional. Acho que fica um pouco sequinha demais, mas ainda assim, dá pra se empanturrar dessa iguaria. Nota 9.

Por Gabi: Aviso prévio de que esta avaliação está sendo diretamente afetada pelo valor emocional do prato em questão. As duas vezes em que fizemo os rolinhos de bacon foram extremamente divertidas, sendo uma delas a primeira vez que cozinhamos juntos na vida! Sentimentalismo de lado, o sabor é ótimo, a receita rende e sei lá, é bacon. Só vai, que fica muito bom. Nota 9,5.

No próximo post, voltamos às pequenas ilhas da Oceania que muitos de vocês devem até duvidar da existência!

Costa Rica

O País:

Existem algumas curiosidades muito interessantes sobre esse país caribenho que conhecemos principalmente pela seleção de futebol: ele maravilhosamente não tem um exército, sendo uma dos poucos estados a tê-lo abolido, é um dos IDHs mais altos da América Central, e é a única nação que cumpre os cinco critérios requeridos de sustentabilidade ambiental. Parece um ótimo lugar, certo?

Sua história se confunde com a da maioria dos países da América Latina – era habitada por povos indígenas até a chegada de Cristóvão Colombo, em 1502, e se tornou colônia espanhola. Riquíssima em ouro, ganhou daí seu nome. A independência veio em 1821.

Uma pequena guerra civil assolou o país por um curto período de tempo no século XIX, com uma facção defendendo a soberania total, outra que preferia ser parte do Império Mexicano. Em 1838, o triunfo da primeira foi alcançado. Desde então, é um raro caso de prosperidade democrática entre os países latinos.

Interessado em conhecer esse lugar tão próximo e, pelo menos nisso, tão diferente? Você pode comprar uma passagem para a capital San José por cerca de 1437 dólares.

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O prato:

Tivemos problemas iniciais com a escolha da iguaria costa-riquenha. O motivo é que foi incomum: tudo parecia muito similar ao que comemos por aqui. A refeição nacional é, vejam vocês, arroz com feijão.

Após muita pesquisa e um pouco de tristeza, encontramos as chorreadas. Tratam-se de panquecas com a massa feita de milho e que podem ser doces ou salgadas. Normalmente, são servidas no café da manhã, mas também podem ser aproveitadas em outras refeições. Como nunca tínhamos visto por aqui algo parecido, decidimos que seria a escolha. E parecia promissor…

Os Ingredientes:

Para a massa:

4 ou 5 espigas de milho
1/4 de xícara de farinha de trigo
2 ovos
2 colheres de manteiga
1/3 de xícara de leite
Manteiga para cozinhar

Para a versão salgada:

Cream chesse a gosto
Bacon a gosto
1 dente de alho (na massa)
1 colher de orégano (na massa)

Para a versão doce:

1/2 xícara de açúcar (na massa)
Mel a gosto

Tudo muito simples. Esse é um raríssimo post no qual não precisamos fazer nenhuma observação sobre os ingredientes, já que você vai encontrá-los nos mercados da vizinhança e, melhor ainda, não vai gastar muito dinheiro. Continua parecendo promissor…

Modo de preparo:

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Nós também vamos te passar agora o modo de preparo mais simples da história desse blog: bata todos os ingredientes da massa juntos no liquidificador até tudo adquirir uma consistência única e bem mais frágil, depois coloque a quantidade esperada em uma frigideira amanteigada e frite por cerca de dois minutos de cada lado. Simples, simples, simples.

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Mas… [TRETA WARNING]

Não rolou. Não sabemos onde erramos, mas ou a massa não ficava sólida de forma alguma, ou ela queimava. Não importava o que fazíamos, existiam só essas duas opções. Nós seguimos a receita à risca e sabemos fazer panquecas convencionais, portanto, é uma grande dúvida qual foi o problema. Mentes iluminadas da gastronomia, ajudem-nos (e aos leitores)!

Nós erramos ou a receita é defeituosa? Deixamos para quem tentar fazê-la nos responder.

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Versão da massa: despedaçada

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Versão da massa: queimada

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Buen provecho!

As avaliações:

Por Carlos: Sem dúvidas, um dos nossos piores pratos até aqui. Os problemas com a massa foram gravíssimos, e comemos basicamente ela despedaçada – ou queimada. Cream chesse é maravilhoso em tudo, e isso ajudou um pouco na versão salgada, mas na doce, a combinação do açúcar com o mel tornou tudo extremamente enjoativo. Um desastre. Nota: 3.

Por Gabi: Um prato que, a princípio, me deixou muito empolgada. Talvez, por isso,  uma das maiores decepções do blog até aqui. Não ficou nada bom, a salgada tinha consistência estranha na boca, o gosto também não agradou, e a doce era insuportavelmente doce. Os recheios não salvaram e não deu pra comer muito. Nota: 4.

No próximo post, uma das fascinantes ex-repúblicas soviéticas do Báltico!

Seychelles

O País:

Seychelles deve seu nome a Jean Moreau de Seychelles, ministro das finanças de Luís XV. Inabitado por boa parte da história da humanidade, o arquipélago na região africana do Oceano Índico foi usado como esconderijo de piratas por alguns anos até a coroa francesa resolver colonizá-lo. Foi cedido à Grã-Bretanha no Tratado de Paris em 1794 e se tornou um país independente apenas em 1976.

Um regime socialista foi implantado no local e várias tentativas de golpe de estado foram feitas, algumas financiadas pela África do Sul. Na mais notória, 42 mercenários chegaram a Seychelles disfarçados como um time de rugby, mas no aeroporto já foram desmascarados. Após um tiroteio, fugiram sequestrando um avião da Air India.

Trata-se do segundo IDH mais alto da África e do líder mundial de turismo ecológico, onde vivem várias espécies que não existem em outros países. Quer um exemplo? Procure pela Aldabra, uma tartaruga gigante.

Quer ver uma Aldabra de perto? Passagens de ida e volta podem ser encontradas por cerca de 1853 dólares. São 27 horas de viagem, com uma escala nos Emirados Árabes.

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O Prato:

Peixes e frutos do mar. Essas são as bases de toda a culinária seychellense. Como é de se imaginar em um país tão cercado pelo oceano, a pesca é uma atividade constante e o masterchef local teria um episódio com polvo, outro com lula, outro com tubarão, outro com polaca, outro com dourado, outro com água viva, e assim por diante. Ok, talvez água viva não.

Obviamente, tivemos fazer algo assim. Nossa busca por receitas foi basicamente uma leitura de várias formas diferentes de se fazer peixe ou outras coisas marinhas.

No fim, optamos por um peixe grelhado com molho crioulo (termo que é atribuído a muitas coisas na cultura local). Fácil de fazer, mas com a promessa de ser muito saboroso.

E sabem o que mais é muito popular em Seychelles? Chutney! Se vocês já viram Masterchef, já viram chutneys. Escolhemos um de laranja para acompanhar, o primeiro das nossas vidas.

Os Ingredientes:

Peixe:

1 peixe inteiro (especificações a seguir)
2 colheres de alho triturado
2 colheres de gengibre triturado
Suco de 1 limão
2 colheres de óleo de girassol
2 pitadas de sal
2 pitadas de pimenta do reino
2 tomates picados
1 cebola picada
1 pimentão verde picado
200g de molho de tomate
Alcaparras a gosto

Chutney:

500g de laranjas
1 xícara de água
1 xícara de açúcar
2 pauzinhos de canela
3 colheres de vinagre branco
1 ramo de manjericão

Sobre o peixe: A receita original dizia “whitefish”. Com a pesquisa, descobrimos se tratar de toda uma família de peixes, que inclui hadoque, kutum, polaca, pescada, halibute, entre outros. Na nossa busca, tudo que conseguimos encontrar foi pescadinha, uma espécie bem pequena. Por isso, compramos três, o que acabou sendo ideal para uma refeição. Mas acreditamos que, com mais paciência ou opções de lugares para a procura, pode-se achar um exemplar mais adequado para esse prato.

Fora isso, nada que deve dar problemas na hora de ir ao supermercado, nem mesmo no chutney. Cuidado só com o fato de que alcaparras são bem caras.

Modo de preparo:

Dependendo de como você comprar o peixe, vai precisar limpá-lo. No nosso caso, foi necessário. Caso não tenha experiência com o assunto, tutoriais no youtube podem ajudar. Foram bem úteis com as pescadinhas, e o que pensávamos que seria um bicho de sete cabeças, acabou sendo bem fácil – tirando um pequeno acidente com tripas voando na roupa.

Mãos sujas de tripas de peixe

Mãos sujas de tripas de peixe

Ameaçador

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Feito isso, deixe o peixe marinando por cerca de uma hora no gengibre, alho, suco de limão, sal e pimenta. Quando suficiente, pré-aqueça o forno a 150 graus.

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Aqueça o óleo de girassol em uma frigideira e frite o peixe por dois minutos de cada lado. Retire e leve ao forno.

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Enquanto o assamento acontece, é hora de preparar o molho: Salteie os tomates e as cebolas, aquela velha coisa de deixar um pouquinho no óleo até ficar dourado. Adicione o molho de tomate e as alcaparras e deixe cozinhar por cerca de quinze minutos.

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Aí, obviamente, é só tirar o peixe do forno e despejar o molho sobre ele. Servimos com arroz, o que parece ser bem recomendado… e com o chutney!

Para prepará-lo, corte as laranjas em quartos e retire as sementes (importante para que não amargue!). Ferva a água e o açúcar até atingir ponto de fio. Não sabe o que é ponto de fio? Ok, nós também não sabíamos. Mas é quando o conteúdo da panela escorre da colher em um fiozinho fino. Fácil de reconhecer.

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Aí você vai adicionar o manjericão, a canela e, claro, as laranjas. Deixe cozinhar por 15 minutos e coloque também o vinagre. Quando ferver, desligue o fogo e passe da panela para um recipiente frio.

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Lembrando que não precisa consumir todo o chutney com o peixe, pode deixar armazenado na geladeira.

Montagem não ficou nem um pouco Masterchef.

Montagem não ficou nem um pouco Masterchef.

Bon apeti!

As avaliações:

Por Carlos: Ficou saboroso, sem dúvidas. Não achei espetacular, mas foi uma refeição agradável e que eu repetiria. Normalmente me irrito ao comer peixes inteiros pelos problemas com os espinhos, e a pescadinha tem um excesso absurdo deles. Mas todo o ritual valeu a pena, desde ser atingido por tripas de peixe até brincar com a carcaça após a refeição. Nota 8,0.

Por Gabi: Gosto do resultado final como um todo, apesar de alguns problemas. A escolha do peixe não foi das melhores, devido à grande quantidade de espinhos e nem tanta carne assim. De toda forma, o sabor acabou compensando, ainda que o brilho do prato consistisse nos acompanhamentos (chutney de laranja e o molho de alcaparras, ambos muito saborosos). Nota 8,0

No próximo post, a maior zebra da última Copa do Mundo!

Filipinas

O País:

Você saberia dizer quantas ilhas compõem o arquipélago das Filipinas? Provavelmente não. Nós ficamos chocados com a informação de que são 7641. Como pode existir um país tão espalhado em diferentes pedaços de terra é um grande mistério.

O explorador Ruy Lopez de Villalobos batizou esse conjunto infinito de ilhas em 1543, uma homenagem ao Rei da Espanha, Filipe II. Era a época de ouro do Império Espanhol, dominando até mesmo os vizinhos portugueses. Foram 300 anos de colonização, nos quais a utilidade das Filipinas era sobretudo por sua localização geográfica, fundamental para o comércio no Pacífico.

Em 1898 a independência foi declarada, mas não reconhecida pelo resto do mundo. A Espanha decidiu se livrar do problema e vendeu as Filipinas por 20 milhões de dólares para os Estados Unidos. Preço de banana para 300.000 quilômetros quadrados.  Somente após a Segunda Guerra Mundial, na qual foi usado como base americana para o front asiático, o país foi reconhecido como independente.

Muita história, certo? E ainda cortamos muita coisa, obviamente. Para conhecer tudo isso e muito mais, é só dar uma passada por Manila, a capital. Passagens podem ser encontradas por cerca de 915 dólares.

Reparem em "chocolate hills". Parece mundo do candy crush.

Reparem em “chocolate hills”. Parece mundo do candy crush.

O Prato:

A culinária filipina é muito interessante por ser uma mistura da espanhola com a asiática e os costumes indígenas originais.

Nossa escolha foi o Arroz Caldo. Por incrível que pareça, é um prato natalino, muito comum em dezembro e nos demais meses de inverno. Ou seja: uma ótima pedida para esse início de junho brasileiro, caso você leia isso quando o post for ao ar.

Para acompanhar, pela primeira vez fizemos um drink. À base de whisky, mel e lima, damos o spoiler de que não ficou muito bom. Felizmente, ao contrário do Arroz Caldo.

Os Ingredientes:

Arroz Caldo:

2 colheres de óleo vegetal
3 dentes de alho picados
1 pedaço de gengibre de cerca de uma polegada descascado e picado
1 cebola pequena picada
1 pitada de açafrão
500g de coxas de frango desossadas, picadas em pedaços de 1 polegada
1 xícara de arroz jasmine
5 xícaras de caldo de frango ou água
2 colheres de molho de peixe
2 folhas de cebolinha picadas
2 limas pequenas

Whiskey Sour

150ml de whisky
Suco de 2 limas
1 colher de mel
Gelo a gosto

Nenhum desses ingredientes é exatamente caro ou difícil de ser achado. Destaque para o arroz jasmine como ingrediente exótico, mas não tivemos problemas com ele – tem um preço acessível e é fabricado por marcas populares no Brasil.

Nós não sabemos exatamente como encontrar molho de peixe nos mercados, então apelamos para a nossa velha solução, conosco desde os primeiros pratos: o molho de ostra e seu sabor diferenciado.

Modo de preparo:

Composição artística com ingredientes: fazemos.

Composição artística com ingredientes: fazemos.

Salteie o alho em óleo vegetal, tire quando estiver dourado e deixe de lado em um papel toalha. Repita o processo com o gengibre, as cebolas e o açafrão, mas desta vez todos juntos e sem a parte de deixar de lado.

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Quando estiverem dourados, adicione o frango. Sabe qual a sua intenção agora? Se você disse “deixar dourar”, acertou. Sempre mexendo para não queimar os demais ingredientes, é claro. Quando tudo parecer apetitoso, é hora de colocar novos ingredientes nessa mistura: o arroz, o caldo de frango (ou água) e o molho de peixe (ou de ostra).

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Quando estiver quase fervendo, tampe e deixe cozinhar. O tempo pode variar entre 25 e 35 minutos. Enquanto a mágica acontece, mexa com uma certa frequência e tome cuidado para ver se a água não secou (o que exigiria que você adicione mais).

Pronto? É só servir em bowls, colocando os alhos, a cebolinha e o suco das limas por cima. Falhamos na parte da apresentação, é verdade. Faltaram esses utensílios na nossa prataria disponível.

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No prato: montagem poderia ser melhor, assumimos.

O drink é bem mais simples: coloque tudo numa coqueteleira e chacoalhe muito. O mel precisa dissolver completamente. Quando tudo se tornar uma coisa uniforme, é só tentar beber. Não deveria ter muito erro, então desconfiamos que ou é uma receita ruim, ou o nosso whisky estava adulterado.

O drink: Um fracasso.

O drink: Um fracasso.

Magandang ganang kumain!

As avaliações:

Por Carlos: Eu realmente gosto dos sabores da culinária asiática e seus temperos. Há algo de diferente e de encantador neles. Aqui, não foi diferente, mesmo não levando tantas especiarias como em outros que já fizemos. O drink não era bebível, estragando a ambientação. Nota 8,5.

Por Gabi: Gosto muito desse prato, então me sinto na obrigação de fazer duas avaliações diferentes para a comida e a bebida, de modo que a nota do drink não diminua a nota do arroz caldo. Para o arroz caldo, dou nota 9,0. O que a primeira vista parece uma refeição simples, é na verdade um prato cheio de sabor que sustenta e dá vontade de repetir. Única observação que faço é consumir rapidamente após a adição do suco de lima, uma vez que este pode amargar com o tempo. Para o drink, dou nota 4,0. Aquilo ali tava simplesmente errado. Isso porque eu gosto de whisky.

No próximo post, continuamos brincando com países insulares, mas agora na África!

Alemanha

O país:

O outro lado do 7 a 1. Vieram até aqui e deixaram terra devastada, não por extrair riquezas minerais e escravizar índios, mas pelo massacre futebolístico. Além disso, são a terra da cerveja. Consomem desenfreadamente esse líquido sagrado.

Também dá pra falar mal da Alemanha, afinal, eles causaram duas guerras após não terem ganhado nada na partilha da África. E foram o berço de Adolf Hitler e do nazismo. Mas, hoje, é melhor lembrar pela cerveja, pelo futebol, pelo idioma complicado, pelo expressionismo, pela altíssima qualidade de vida, pelo frio.

Quer ver tudo isso de perto? Você pode ir passar uns dias em Berlim comprando passagens por cerca de 485 dólares. Nós certamente achamos que vale a pena.

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O prato:

Ao contrário do que fazemos na maioria das vezes, quando buscamos as receitas típicas dos países após o nosso bingo apontar o próximo destino, dessa vez tínhamos na cabeça exatamente o que faríamos.

E por que? Bom, costumamos frequentar um restaurante alemão nas terras jundiaienses, e lá sempre pedimos Eisbein. Ou quase sempre, por ser muito grande e necessitar de cerca de dez pessoas para comê-lo. Mas, sabendo de nossa grande afeição ao joelho de porco no estilo germânico, não tivemos dúvidas em escolhê-lo.

A curiosidade é que Eisbein significa “perna de gelo”. Antigamente, era comum usar o joelho do porco para fazer skates com a intenção de deslizar na neve. Parece divertido, mas com certeza, preferimos devorar também essa parte do animal.

Ah, e para acompanhar, fizemos batatas no estilo alemão.

Os ingredientes:

Eisbein:

1 litro de água
2 colheres de sal
1 joelho de porco
3 latas de cerveja preta
2 cebolas

Batatas:

900g de batatas
3 colheres de óleo
Sal a gosto
Pimenta a gosto

Tudo muito simples aqui. E barato. É surpreendente que, no mercado, o joelho de porco custe menos de dez reais. Estávamos acostumados com o prato custando quase cem no restaurante, então ficamos contentes com essa revelação. Todo o resto das coisas é fácil de se achar e também não vai pesar no seu bolso.

Modo de preparo:

Faça uma salmoura com um litro de água e duas colheres de sal. A ideia é que isso cubra todo o joelho de porco, mas caso não seja suficiente, você pode adicionar mais seguindo a mesma pedida. Quando coberto, leve à geladeira e deixe por uma noite.

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No dia seguinte, fatie as cebolas e, em uma forma, faça uma cama com elas. Tire o joelho da geladeira e coloque em cima. Leve ao forno.

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A ideia é que você comece com 300 graus e vá aos poucos diminuindo. E jogando cerveja. Então, vá até o forno a cada meia hora, diminua um pouco a temperatura do forno e jogue meia lata de cerveja preta. E assim sucessivamente. Três horas depois, você deve ter chegado a 160 graus e acabado com todo o conteúdo das latas.

Aí, você só precisa aumentar para 400 graus (tivemos que pular essa parte pelo forno usado não chegar a tal número escaldante) por cerca de quinze minutos, com a intenção de formar uma casca crocante no Eisbein. E tirar. Pronto!

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Batatas:

Lave as batatas e corte-as em quatro pedaços. Sim, todas. Vai dar um pouco de trabalho, mas vale a pena.

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Coloque todos esses pedaços em uma panela e cubra com água. Coloque para ferver e, quando acontecer, deixe em fogo baixo por algo entre dez e quinze minutos. Tire, jogue essa água fora e transfira as batatas para outro recipiente, esse cheio de água gelada. A intenção é dar um choque térmico.

Descasque todos os pedaços e esfregue sal e pimenta neles. Coloque óleo em uma frigideira e, bom, frite as batatas. Deixe com que fiquem marrons. Não tem muito segredo, você acabou de fazer algo fácil e delicioso.

Guten Appetit!

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As avaliações:

Por Carlos: Nossos talentos culinários seguem evoluindo, uma vez que nosso prato não deve muito ao do restaurante. Só faltou a pele crocante que o forno não permitiu, mas o sabor tanto do Eisbein como das batatas ficou excelente. Já podemos ser contratados por algum chef alemão. Nota 9.

Por Gabi: Achei o Eisbein muito parecido com o que sempre comemos no restaurante, e isso é um grande elogio. As batatas ficaram viciantes e acabaram muito rápido. Nossa noite de comida alemã foi um indiscutível sucesso. Nota 9.

No próximo post, um país asiático de colonização espanhola!

Jamaica

O país:

Qual a primeira coisa que vocês pensam quando ouvem falar na Jamaica? Reggae? Cultura rasta? Filme legal sobre bobsled? Provavelmente, o que vocês não sabem é que se trata de uma ilha caribenha que faz parte das Grandes Antilhas, junto com Cuba, Porto Rico e Hispaniola (que se divide entre Haiti e República Dominicana). E que teve domínio espanhol entre a descoberta por Cristóvão Colombo e 1665, quando passou para o controle britânico.

A história mais curiosa da Jamaica é sua relação com os piratas. Como os judeus eram constantemente expulsos de seus países, sobretudo França, Espanha e Portugal no século XVII, eles decidiram que a ilha caribenha seria um bom lugar para se esconder e formar uma colônia. Para impedir que os países europeus tivessem um efetivo sucesso colonizando o lugar, a solução foi fazer parcerias com os piratas, cedendo os portos locais para que fossem um verdadeiro porto seguro das atividades de pirataria.

Depois, tudo se tornou bastante trágico. A Jamaica foi duramente explorada como colônia produtora de açúcar e se tornou extremamente pobre em sua independência, com a maior parte da população sendo descendente de escravos. Isso levou a movimentos como justamente o Reggae.

Curioso com tanta história e com a culinária? Você pode ir para a capital Kingston por cerca de 1.099 dólares. Um bom preço, convenhamos.

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O prato:

Provavelmente, vocês já leram isso: a culinária jamaicana, como de outros países que tiveram várias colonizações, é influenciada por várias culturas diferentes. Nesse caso, as principais são a indígena, a espanhola, a britânica e a africana. Frutos do mar e frutas tropicais são extremamente utilizados.

Na Jamaica, porém, existe uma tradição muito grande de se salgar as coisas, produzindo os ingredientes jerked. O principal exemplo é o jerked beef, que é semelhante à nossa carne seca, mas também é muito usada a jamaican jerk spice, que é um tempero muito forte e utilizado em quase tudo.

Não podia, portanto, faltar isso no nosso prato escolhido. Trata-se de um salmão preparado com a jamaican jerk paste, além de uma salada de manga. Preparados?

Os ingredientes:

Jamaican jerk paste (calma, chegaremos lá)
2 colheres de mel
4 filés de salmão
Suco de 2 limas
1/2 repolho roxo, fatiado bem fino
1 manga, fatiada bem fina
1 pimenta vermelha, fatiada bem fina
6 cebolinhas, fatiadas bem finas
1 punhado de coentro

Jamaican jerk paste:

6 pimentas habanero
1 cebola
3 cebolinhas
1 dente de alho
1 colher de orégano
2 colheres de sal
1 colher de pimenta preta em pó
1 colher de açúcar
1 colher de pimenta dioica
1/2 colher de canela em pó
1/4 de colher de noz moscada

Você provavelmente não vai encontrar jamaican jerk paste pronto e para vender, portanto, deixamos a receita de como fazer a sua. Acreditem, funciona. Nós só diríamos pra vocês regularem a quantidade de pimenta habanero de acordo com o quanto vocês gostam de coisas ardidas. Ela é MUITO forte. Usamos apenas três na nossa receita e ficou, digamos, ideal.

Fora isso, não é um prato de ingredientes complexos. O maior problema é o preço do salmão, que vocês devem saber, não é um peixe muito acessível. E a pimenta dioica (que, curiosidade, não é uma pimenta), não encontrada em terras jundiaienses.

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A temida pimenta habañero.

Modo de preparo:

Vamos começar pela Jamaican jerk paste. É bastante simples: reúna todos os ingredientes e use um mixer ou um multiprocessador para transformar em uma pasta. Nós só tínhamos um liquidificador, o que fez a tarefa se tornar mais difícil.

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Jamaican jerk paste pronta para uso!

Jamaican jerk paste pronta para uso!

Agora vamos ao prato em si. Pré-aqueça o grill para cerca de 200 graus. Passe a jamaican jerk paste e 1 colher de mel pelo salmão – lambuze bem, os dois lados! Coloque em uma forma com papel alumínio e leve ao grill por cerca de dez minutos.

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Enquanto o salmão grelha, podemos preparar a salada. É bem simples: Coloque o resto do mel e o suco de lima em uma vasilha. Adicione o repolho, a manga, pimenta, cebolinha e coentro.

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Agora é só tirar o salmão e servir!

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Good appetite! (sim, eles falam inglês mesmo. sem graça.)

As avaliações:

Por Carlos: Tivemos um medo coletivo do prato ficar extremamente apimentado, mais a Gabi que eu. Mas, no fim, tudo correu bem, e o tempero ficou bastante agradável. Foi um salmão muito bem preparado, no ponto, que deixou meu estômago bem satisfeito. Nota 8,5

Por Gabi: Eu amo salmão, o que já facilita bastante. Tive medo de ficar muito apimentado, mas surpreendentemente a quantidade que colocamos ficou agradável. O único problema foi a salada de manga: Só senti gosto de coentro e pimenta. Nota 8.

No próximo post, o outro lado do 7 a 1!